sexta-feira, 3 de junho de 2011

Peixes...
Os peixes são animais vertebrados, aquáticos poiquilotérmicos, que possuem o corpo fusiforme, os membros transformados em nadadeiras sustentadas por raios ósseos ou cartilaginosos, as guelras ou brânquias com que respiram o oxigénio dissolvido na água (embora os dipnóicos usem pulmões) e, na sua maior parte, o corpo coberto de escamas.
Peixes de AquárioVários Peixes coloridos
O aquário como entretenimento moderno, no que respeita à Europa, data de 1890. Após a Primeira Grande Guerra, esse interesse cresceu rapidamente e atinge agora grandes círculos de dispersão.
O aquário de água salgada é muito interessante, mas apresenta dificuldades; e os aquários de água doce, fria, apenas servem para um pequeno número de espécies, tais como esgana-gatas (Gasterosteus), carpas (Cyprinus), gambúsias, peixes encarnados (Carassius) e o peixe-gato (Amiurus nebulosus). Os aquários mais comuns são, portanto, os de água doce quente, e os peixes devem então, de preferência, ser importados de lugares onde o clima se aproxima ao das nossas casas aquecidas, ou seja dos trópicos.
Os peixes para aquário de água quente vêm de diversas partes do Mundo. A sua maioria é originária do Leste da Ásia e do Sul da América. Diga-se de passagem que na Guiné Portuguesa se podem colher muitas das mais lindas espécies apreciadas para este género de aquários. No entanto, nem todas as espécies são obtidas nos países de origem, pois muitas são produzidas em grandes estações de reprodução de outros países (nomeadamente na Alemanha e na Holanda). Novas culturas são constantemente introduzidas e experimentadas. Algumas delas estabilizam-se, outras não se mantêm, e assim os stocks ou reservas das culturas são constantemente renovados.

Principais Características
  • Possuem Escamas ou placas;
  • Os Peixes apresentam as seguintes barbatanas: Barbatana Dorsal, Anal, Caudal, Ventrais e Peitoriais.
  • A bexiga natatória é um órgão que auxilia o peixe a manter-se a determinada profundidade através do controlo da sua densidade relativamente à da água;
  • A maioria dos peixes são dióicos, ovíparos, a fertilização dos óvulos é externa e não existem cuidados parentais; 
  • Os peixes não dormem. Eles apenas alternam estados de vigília e repouso.
Alguns Peixes de Aquário...Peixe em tons amarelos e azuis
Peixe-cego-mexicano, Anoptichtys jordani, completamente cego. No seu país de origem, o México, vive em grutas subterrâneas e, portanto, não tem necessidade de ver; todavia em aquário consegue subsistir, em conjunto com outras espécies, quando em competição pelo alimento.
Alheta-vermelha, Aphyocharax rubropinnis, da América do Sul, é um lindo e activo peixe de cardume, sempre em movimento. Tem necessidade de temperaturas elevadas, sem o que as suas barbatanas vermelhas empalidecem.
Farolim, Hemigrammus ocellifer, da América do Sul, é um dos peixes mais belos e mais fáceis de manter. Os pontos luminosos nos olhos e o vermelho da cauda são verdadeiramente resplandecentes.
Fogo, Hyphessobrycon flammeus, originário do distrito do Rio de Janeiro, é um peixe de aparência modesta, mas belo e muito apreciado.
Rosa, Hyphessobrycon callistus rosaceus, da América do Sul, é um representante elegante e majestoso da grande família Characinidae, a que pertencem os mais populares e resistentes peixes de aquário.
Saia-preta, Gymnocorymbus ternetzi, da América do Sul, mantém-se muito facilmente. Para que apresente bem negra a cor da região posterior do seu corpo, deve conservar-se a água a uma temperatura elevada.
Papa-mosquitos, Lebistes reticulatus, é o peixe dos principiantes. É um peixe viviparo, fazendo-se o desenvolvimento dos ovos no interior da mãe. Em virtude da sua resistência e facilidade de reprodução, é utilizado como devorador de mosquitos nas regiões da Malária.
Néon, Hyphessobricon innesi, brilha como um tubo de néon na cor de vermelhão e azul-turquesa. É originário das nascentes do Amazonas, no Peru.
Peixe azulãoEspadachim, Xiphophorus helleri, do México, é um peixe vivíparo. Apresenta-se com grande variedade de cores: verde, vermelho, amarelo, preto e variegado.
Barbo-de-lira, Aphyosemion australe, da África ocidental. É um dos peixes ovíparos da família Cyprino-dontidae. Não se mantém facilmente, pois carece de alimento vivo, água velha e temperatura elevada.
Meia-Iua-indiano, Xiphophorus variatus, do México, aparece, à semelhança de outros peixes vivíparos, em grande variedade de cores. A estampa mostra um que é preto e amarelo. Difícil e combativo.
Gato-de-bronze, Corydoras aeneus, da América do Sul, não é talvez muito bonito, mas apreciavelmente vivo e interessante. Mantém-se à custa do que os outros peixes deixam.
Zebra, Brachydanio rerio, originário de Bengala, mantém-se de preferência em cardumes e está sempre em movimento.
Barbo-dourado, Barbus schuberti, é um produto de criação em aquário e a sua origem é discutível. Resistente e fácil de manter.
Nuvem-branca, Tanichthys albonubes, vem de um rio do sopé da Montanha da Nuvem Branca, na China. Bom peixe de aquário, capaz de viver a baixas temperaturas.
Leopardo, Acanthophthalmus kuhlii, da Ásia oriental, não se mostra antes do escurecer, altura em que sai do esconderijo para se alimentar. Tem longa vida, mas é sensível às mudanças de água.
Os roedores...
Os Roedores ou Glires constituem uma ordem de mamíferos homogénea e bem definida. Cerca de um terço do número de mamíferos, tanto espécies como indivíduos, pertence a esta ordem.
História...
Senhor CastorO registro fóssil dos roedores começou há cerca de 65 milhões de anos, com a extinção dos dinossauros. Os primeiros roedores lembravam esquilos, a a partir deles se diversificaram. Sua origem foi na Laurásia, supercontinente que incluía a Ásia, Europa e América do Norte. Algumas espécies colonizaram a África, originando os primeiros Hystrichognathi. De lá, alcançaram a América do Sul, que se encontrava isolada durante o Oligoceno e Mioceno. No Mioceno, África e Ásia colidiram, o que permitiu que roedores como o porco-espinho adentrassem a Eurásia. Durante o Plioceno, fósseis de roedores apareceram na Austrália. Apesar de os marsupiais serem os primeiros residentes da Austrália, os roedores dominam sua fauna, correspondendo a cerca de 25% dos mamíferos do continente. Enquanto isso, as Américas colidiram e, com o estabelecimento do istmo do Panamá, camundongos colonizaram o sul e porcos-espinho, o Norte.
Principais Características
  • É característico o sistema dentário;
  • Os dentes têm só a parte anterior coberta de esmalte, ou têm mais fraca a cobertura na parte posterior;
  • Faltam os dentes caninos e existe um intervalo ( diastema ) entre os incisivos e os molares;
  • Na sua maior parte, os órgãos internos dos insectos estão situados no abdómen;
  • O cérebro é pequeno, e os olhos, relativamente grandes;
  • Não existem roedores nas regiões árcticas e em algumas ilhas do Pacífico.
Classes Roedores...
Os roedores, que compreendem cerca de 3000 espécies, dividem-se nas seguintes subordens: 
Ciuromorfos: Classe dos Esquilos e seus semelhantes;
Histricomorfos: Porco-espinho e seus semelhantes, cobaias, etc.;Pequeno Hamster
Mimorfos: Englobam-se as espécies de ratos e similares;
Lagomorfos: Incluem lebres e coelhos (segundo alguns autores, constitui uma ordem distinta).
Alguns roedores têm peles valiosas, como os esquilos, especialmente o chamado petit gris (Sciurus vulgaris varius) da Europa setentrional e da Sibéria.

insectos

aves

História das Aves...
As aves desenvolveram-se a partir dos répteis, provavelmente de um grupo de sáurios, os dinossauros. A primeira ave conhecida, Archaeopteryx, apareceu no Jurâssico. Existem cerca de 13 000 espécies descritas de aves.
Principais CaracterísticasArara Colorida
  • Têm o corpo coberto de Penas;
  • A pele contêm apenas uma glândula, a glândula do uropígio;
  • Os machos têm, por regra, as pena mais coloridas;
  • O esqueleto é leve;
  • O número de vértebras cervicais varia de 8, nas aves canoras, a 23, nos cisnes;
  • O coração tem quatro cavidades;
  • As características do bico e dos pés das aves correspondem a diferentes modos de vida (marchar, empoleirar, trepar, nadar...)
Tipos de Aves
Aves Canoras
Aves da ordem Passeriformes (Pássaros), subordem Oscines (Cantadoras), cujo aparelho vocal (siringe), situado na bifurcação dos dois brônquios, tem membranas vibratórias e músculos (7 a 9 pares) que fazem variar a posição das membranas.
Aves de Rapina
Geralmente assim designados – e também «Rapaces diurnas e nocturnas» - águias, milhafres, penereiros, etc., isto é, aves Accipitriformes, e as corujas e mochos, Strigiformes, que caçam de dia ou de noite respectivamente, umas e outras com dispositivos anatómicos, do bico e dos pés, característicos dos predadores.
AVES DE CAPOEIRA
Designam-se por aves de capoeira as espécies ornitológicas que foram amansadas pelo homem e se conservaram como animais domésticos, com vista ao aproveitamento da carne, dos ovos ou das penas. As mais importantes são as galinhas, os perus, os gansos e os patos, se bem que outras, como os faisões, as galinhas-da-índia, os pavões, os cisnes, os pombos e as rolas, criadas em certas regiões como animais domésticos.
AVES TROPICAIS
A avifauna das regiões tropicais impressiona principalmente, não só pela vivacidade das cores (exs.: araras e beija-flores), como pela variedade dos padrões (exs.: pavão, periquitos, etc.), e ainda também, em muitos casos, pela sua bizarra morfologia (exs.: tucanos, calaus, aves-do-paraíso, quivi ou aptérix, etc.). Algumas espécies são gigantes, como o casuar e o avestruz. Muitas aves que se alimentam de néctar (ex. : beija-flores) ou de pólen (ex.: certos periquitos), e cuja língua está correspondentemente adaptada, vivem enfeudadas a certas plantas ornitófilas, de cores berrantes, que assim as atraem. Estas aves desempenham um importantíssimo papel na polinização.

repteis

Répteis...
Classe de vertebrados, de corpo geralmente alongado, excepto nos cágados e tartarugas, e coberto de escamas ou placas queratinizadas. São todos amniotas (animais cujos embriões são rodeados por uma membrana aminiótica).
Evolução...Camaleão:Rei do Disfarce
Os répteis estão entre os mais antigos grupos de animais terrestres do mundo. Os primeiros répteis, como são conhecidos hoje em dia, evoluíram dos anfíbios há 250 ou 300 milhões de anos atrás e proliferaram com rapidez até se transformarem numa criatura terrestre. Provavelmente, os primeiros répteis eram fisicamente parecidos com os que existem hoje em dia. As suas peles grossas e impermeáveis ajudaram-nos a manter a humidade e os ovos em conchas e permitiram-lhes desenvolver-se em ambientes secos. Estas adaptações ajudaram a completar os seus ciclos de vida na terra. Dessa forma, eles foram capazes de colonizar quase todo o ambiente terrestre muito rapidamente.
Os répteis que conhecemos hoje em dia representam um pequeno exemplo daquelas primeiras criaturas, a maioria evoluiu rapidamente em outras direcções. Registos de fósseis mostram que os dinossauros e seus parentes, por exemplo, foram descendentes dos primeiros répteis, e não ao contrário. Com o tempo, vários grupos de répteis se diversificaram. Nos registros comparativos de fósseis, aparecem répteis parecidos aos mamíferos. A descoberta do famoso fóssil do Archaeopteryx, em 1861, demonstrou que os pássaros também evoluíram destes primeiros reptilianos.

Principais Características
  • O esqueleto é completamente ossificado;
  • Alguns répteis, como o Sphenodon, têm costelas ventrais;
  • Os pulmões são bem desenvolvidos e, por vezes, providos de sacos aéreos;
  • O coração tem três cavidades, com uma divisão parcial no ventrículo, excepto nos crocodilos, em que há quatro cavidades separadas;
  • Os ovos geralmente são grandes e têm casca calcária ou coriácea.
Principais Grupos de Répeteis
Os Quelónios (Cágados e Tartarugas)
Têm o corpo coberto por uma carapaça óssea revestida de placas córneas. O esqueleto é parcialmente ligado à carapaça. Não têm dentes, mas as maxilas são cobertas de substância córnea que lhes dá grande resistência. São dotados de grande longevidade (mais de 200 anos). Tartaruga verde
Há dois tipos principais de tartarugas: as terrestres, de carapaça arqueada e membros aptos para a marcha, e as aquáticas, de carapaça achatada e membros remi formes.
Os Lagartos
Estão representados no Norte da Europa pela Lacerta vivipara, que pode medir 18 cm, incluindo a cauda de 10 cm, o lagarto-da-areia (Lacerta agilis), de 25 cm de comprimento total, com cauda de 13 cm, e o lagarto-sem-pernas ou licanço (Anguis fragilis), de 30 cm a 40 cm de comprimento. No Centro e no Sul da Europa encontram-se lagartos, como o sardão (Lacerta lepida), que podem atingir 50 cm de comprimento.
Os Camaleões
São arborícolas e podem mudar de cor de harmonia com o ambiente.
As Cobras
São desprovidas de membros, mas em algumas (serpentes gigantes, como as jibóias) encontram-se, debaixo da pele, vestígios dos membros posteriores.
Os Crocodilos
São os répteis mais altamente evoluídos, o que é denunciado pelo coração dividido em quatro cavidades e pelos dentes implantados em alvéolos.

sábado, 14 de maio de 2011

Os fósseis

Os fósseis são restos de seres vivos ou vestígios de atividades biológicas (ovos, pegadas, etc.) preservados nos sistemas naturais. Entende-se por "sistemas naturais" aqueles contextos em que o processo de preservação não resulta da ação antrópica, podendo o fóssil ser preservado em sedimentos, rochas, gelo, piche, âmbar, solos, cavernas, etc. Preservam-se como moldes do corpo ou partes do próprio ser vivo, seus rastros e pegadas. A totalidade dos fósseis e sua colocação nas formações rochosas e camadas sedimentares é conhecido como registro fóssil. A palavra "fóssil" deriva do termo latino fossilis que significa "desenterrado" ou "extraído da terra". A ciência que estuda os fósseis é a Paleontologia, iniciada com os trabalhos de Georges Cuvier.[1].
A geração de fósseis, ao contrário do que se poderia supor, é um fenómeno corriqueiro e que ocorre frequentemente. O registo fóssil contém inúmeros vestígios fossilizados dos mais variados organismos do passado geológico da Terra. Tudo pode fossilizar, até mesmo os restos orgânicos mais delicados e perecíveis. Contudo, a preservação de matéria orgânica ou de restos esqueléticos delicados, uma vez que estes se decompõem e são destruídos rapidamente, requer condições de fossilização fora do comum que, por serem especiais, ocorrem na natureza mais raramente. Daí que fósseis de restos destes tipos não sejam frequentes.
Pelo contrário, a preservação de partes esqueléticas biomineralizadas, mais duras e resistentes à decomposição e à erosão, tais como dentes, conchas, carapaças e ossos, é bem mais frequente e, por isso, a esmagadora maioria do registo fóssil é constituída por fósseis deste tipo de restos biológicos. Em qualquer das circunstâncias, para que os restos de um qualquer organismo fossilizem, é fundamental que estes sejam rapidamente cobertos por um material que os preserve, geralmente sedimento.
Somente os restos ou vestígios de organismos com mais de 11.000 anos são considerados fósseis. Este tempo, calculado pela última glaciação, é a duração estimada para a época geológica do Holoceno ou Recente. Quando os vestígios ou restos possuem menos de 11.000 anos, são denominados de subfósseis.[2]
Segundo outros autores, pelo contrário, um fóssil é todo e qualquer resto ou vestígio de organismos do passado preservado em contexto geológico, independentemente da sua idade. De acordo com estes paleontólogos, fixar uma qualquer data para se poder considerar se algo é ou não um fóssil é arbitrário. Por outro lado, sendo o Holocénico (menos de 10.000 anos) parte do registo geológico, os restos orgânicos contidos em rochas holocénicas deverão ser considerados fósseis. Ou seja, o que determina o fóssil é a ocorrência conjunta de um resto identificável com origem biológica num contexto geológico, independentemente do seu tipo e da sua idade.[3]